Em 2006, muitos anos antes do BBB10 e sua repercussão, Karin, Lígia, Beatriz e Bianca fizeram um documentário sobre o mundo das Drag Queens. Entre os entrevistados(as): Dicésar, que depois da meia-noite se transforma em Dimmy Kieer e está na 10ª edição do Big Brother Brasil, da Rede Globo.
Para quem tem acesso ao Canal Brasil na televisão, já deve ter se deparado com um carioca trintão, toscão e lariquento numa cozinha zuada rústica fazendo receitas esdrúxulas. Em caso afirmativo, pule os próximos parágrafos. Para quem não conhece, continue lendo…
Ele é Paulo de Oliveira, interpretado (ele representa?) por Paulo Tiefenthaler. Sua personagem (no feminino é mais chique, sofisticado) interpreta um solteirão e sugere receitas simples, fáceis e viáveis. Um programa da “culinária verdade, culinária guerreira” chamado belissimamente “Larica Total”!
- Na sua TV pega o Canal Brasil? NÃO?!? Não fique triste!!
O site do Canal Brasil disponibilizou vários programas na íntegra para assistir!
Ei-lo um magnífico:
CHURRASCO INDOOR (Tentei colocar como embed, mas meu vasto conhecimento me limitou…)
Meu grande amigo Jão tem um blog especializado em comidas rústicas, Fast-Food de Pobre.
Aos 19 anos, enquanto andava de bicicleta em Philadelphia, Melody Gardot foi atropelada por uma caminhonete (alguns dizem ser ônibus, SUV ou jipe) que atravessou o sinal vermelho. O acidente a deixou com problemas graves na cervical e sua bacia quebrou-se em dois lugares. Entre as seqüelas, Melody passou a ter uma hiper-sensibilidade à luz, fazendo com que usasse óculos escuros, além de ter que re-aprender atividades simples, como escovar os dentes. Sua memória também foi afetada.
Seu médico sugeriu que Melody estudasse música como terapia, para criar novos caminhos no cérebro comprometido.
Como resposta, ela passou a compor e, encorajada por um amigo, gravou seu primeiro EP. Com a boa repercussão, veio seu primeiro CD, “Worrisome Heart”, em 2008. Cinco anos após o acidente.
Em seu disco de estréia, ela surpreende pela simplicidade honesta e sincera da sua interpretação.
Pensei em muita coisa para descrevê-la, mas o ideal é apenas ouvir:
Em 2009, ela lançou seu segundo álbum, “My one and only thrill”. O álbum soa mais tradicional e jazzy que o anterior, mas ainda sim é muito bom.
Enfim, às vezes acho que tem coisas que são difíceis de falar. Nesses casos, exemplificar é a melhor solução.
Ouça – Good Evening New York – Paul McCartney
No final de 2009, Sir Paul McCartney nos presenteou com um álbum ao vivo triplo (2CDs + 1 DVD) com 33 músicas gravadas em Nova York. Além de uma compilação óbvia, mas muito boa e necessária, de músicas dos Beatles, Macca também contempla canções de sua fase pós-Fab4 (com o Wings) e tem até do seu último álbum de estúdio (sem contar o lançado sob o pseudônimo de Fireman), “Memory Almost Full”.
Leia – Uma temporada no inferno com os Rolling Stones
Um registro surpreendente sobre o verão de 1970, quando os Rolling Stones tiveram que deixar a Inglaterra por causa de uma dívida imensa em tributos ao Governo. Para fugir, exilaram-se no sul da França, onde compartilham uma imensa mansão. Em meio a muitas tensões internas e uso de drogas, a banda precisa gravar um novo álbum (que viria a ser “Exile on main St.”) para conseguir excursionar nos EUA e garantir sua dignidade financeira.
Veja – Ladrões de Bicicletas
Um filme de Vittorio de Sica que faz um retrato comovente da Itália do pós-guerra. Lançado em 1948, conta a história de Antonio Ricci e sua busca incessante pela sua bicicleta roubada, instrumento básico para voltar a trabalhar, depois de dois anos de desemprego. Nessa procura, ao lado do seu filho Bruno, se depara com vários personagens bizarros e se vê em situações de desespero e escolhas morais.
Até vejo um pouco de Led Zeppelin. Talvez algumas pitadas da bateria de Dave Grohl (vide Probot, por exemplo). Mas achei o primeiro álbum do “supergrupo” (é como os chamam) Them Crooked Vultures muito mais Josh Homme do que outra coisa. E isso não é uma constatação negativa ou depreciativa. Acho que Homme tem um talento absurdo e consegue fazer músicas muito boas e envolventes.
Um bom exemplo é o álbum “Song for the deaf”, do Queens Of The Stone Age, que teve na bateria o atual colega Dave Grohl.
Queens of the Stone Age – “No one knows”
Them Crooked Vultures soa como um QOTSA mais calmo, não menos pesado e criativo, embora pareça mais maduro e menos catártico. Às vezes é possível ouvir bases concisas que remetem ao Led Zeppelin de John Paul Jones, baixista do TCV, que também toca outros instrumentos, como teclados, slide guitar e keytar. Um supergrupo porque reúne três músicos que já fizeram história e agora se juntam para criarem ótimos riffs e canções.
O crítico musical Daniel Duschholz descreve da seguinte forma a voz do cantor americano Tom Waits:
“É como se ela fosse embebida em um barril de bourbon, deixada num defumadouro durante alguns meses e depois arrastada por um carro.”
Waits é conhecido pela sua voz que mais parece um uivo de um lobo velho, pelo seu jeito obscuro como se tivesse nascido em um circo de bizarrices e pelas atuações estranhas em filmes.
Contudo, meu amigo Daniel me mostrou uma compilação que é fantástica e tão chocante como a primeira vez que se ouve os grunhidos atuais do artista: sua obra antes do seu disco de estréia, Closing Time (1973).
Dividida em duas partes, The Early Years foi lançado em entre 1991 e 1993 e consiste em gravações feitas em 1971. Nelas, podemos ouvir um cantor muito mais domado, calmo, mas não menos intenso e convincente. Com uma roupagem mais intimista, muitas vezes apenas ele cantando e alternando entre o piano e o violão, é possível confirmar as qualidades técnicas de Tom Waits. Fica claro que por tras da sua voz rouca e sombria, existe, ou existiu, um rapaz que cantava bem e de forma mais “doce”.
As letras também refletem um Tom Waits mais comportado. Existem algumas letras bem-humoradas, como “I’m your late night evening prostitute” e “Had me a girl”, mas está longe de ter aquela abordagem de “Rain Dogs”, vejam:
Há algumas semanas, conversando com João Pedro, ele comentou de um video que eu não dei tanta bola por achar que era um daqueles achados desinteressantes e de curta duração. Contudo, o vídeo não só fez sucesso na web, como sua repercussão foi tão grande que a Disney lançará um single digital da versão dos Muppets cantando Bohemian Rhapsody, do Queen.
O video foi divulgado como homenagem ao aniversário de morte do cantor Freddie Mercury.
Ao todo, 40 personagens participaram da paródia. Mas meu preferido continua sendo o Animal!
Veja, por exemplo, um “combate” entre Animal e o baterista Buddy Rich.
Junto com as atualizações das sugestões que ficam ao lado direito, publicarei um post sobre essas indicações.
Pública – Como num filme sem fim
Conheci essa banda através de algum programa da MTV que eles tocaram ao vivo. O som é bem sessentista e as músicas tem uma ótima qualidade. Depois, no dia que estava escrevendo um post sobre vinil, vi novamente eles, dessa vez com o clipe “Long Plays”, uma ode ao “vinileiro”. Eles disponibilizaram os dois CDs no site deles e pela Trama Virtual.
Bob Dylan – Gravações comentadas
Um guia rápido, mas detalhado, de todos os álbuns lançados pelo cantor até o “Together Through Life”, de 2009. Além de dados como o número de catálogo das versões dos álbuns, tempo de duração e ficha técnica, há comentários do disco e de cada faixa. Também são contempladas as participações de Dylan em CDs de trilhas sonoras, compilações e alguns bootlegs.
Rolling Stones – Gimme Shelter
Documentário sobre o show dos Rolling Stones no autódromo de Altamont, perto de São Francisco, em 6 de dezembro de 1969, quando um jovem de 18 anos chamado Meredith Hunter morreu após ser esfaqueado por um dos membros da gangue de motociclistas Hell’s Angels. Detalhe: a gangue fora contratada para fazer a segurança da apresentação. O DVD mostra os bastidores dos shows e as negociações para a apresentações.
Em 2006, meu grande amigo João Pedro (que escreve o “Ouse ser idiota” e “Fast food de pobre”) fez um documentário junto de outros colegas sobre o extinto jornal paulista Notícias Populares. Tive uma pequena participação nas trilhas sonoras e vinhetas, mas o melhor do video são as histórias bizarras contadas por quem fez escreveu.