Top 10 – 10 coisas que você não deve fazer…

20 Novembro, 2009

O comediante Kessler Knigge faz diversos vídeos com a temática “10 coisas que você não deve fazer”. As situações são das mais diversas: cirurgia, primeiro encontro, jantar com amigos, avião, etc…

Eis um Top10:

1- Cirurgião

2- Conhecendo os pais da namorada

3- Vendedor

4- Na maternidade

5- Briga com a mulher

6- Comissário de bordo

7- Ginecologista

8- Drogas ao volante

9- Professor

10- Elevador

Veja mais de 70 videos do Kessler Knige


Música se aprende

18 Novembro, 2009

O pessoal da região Sul sempre tem idéias originais. Além das bandas de lá, como Bidê Ou Balde, Video Hits, Cachorro Grande e tantas outras, eles criaram, ou difundiram, o FlashRock. Isso em 2007. O “movimento” consistia numa mistura de flash mob com rock. A banda se instalava a noite num ponto de ônibus e simplesmente começava a tocar.

Agora a Unisinos criou o curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock. A idéia de criar um curso com o Rock como temática principal é ousada, mas interessante. Não sei se eles ensinarão tudo, como sexo e drogas… Mas rock’n'roll faz parte do currículo!

Para divulgá-lo, criaram o “Musica se aprende” (site e twitter) com várias informações sobre a história do rock. Tem algumas materias interessantes, entrevistas…

Enfim, fica a dica!


Must Be Santa

16 Novembro, 2009

Hahahaha!

É inacreditável isso!

Bob Dylan não só grava um álbum natalino, como faz um clipe!

Enfim: assista, pasme e curta!

“Who laughs this way ‘Ho, ho, ho’?”

Considerações gerais:

- O que é esse cabelinho liso?

- Dylan dançando uma “ciranda” (1:09)…

- Ótima quebradeira no final!

Ps.: Vale a pena conferir o clipe anterior, “Beyond Here Lies Nothin’”, do álbum Together Through Life.

Um casal feliz…


Policial Larvelle Jones – Loucademia de Polícia

14 Novembro, 2009

Quem não se lembra daquele policial no Loucademia de Polícia que fazia vários barulhos com a boca?

Os efeitos eram feitos pelo próprio ator, Michael Winslow. Eis uma fabulosa e divertida compilação de suas habilidades vocais…

Quem não queria um colega assim?


Top19 – Desculpas sobre o apagão

14 Novembro, 2009

clique na imagem para aumentá-la

via Chongas


Top5 – Chutes dylanescos

14 Novembro, 2009

Não irei discorrer a respeito do talento como letrista de Bob Dylan. Quanto a isso, muitos já disseram e muitos ainda dirão (como eu, futuramente!). Contudo, deve se respeitar a sofisticação de Dylan quando ele quer dar um fora, um belo chute-na-bunda, através de suas músicas.

O Washington Post divulgou uma lista com cinco foras mais ácidos que cantor deu através de seus versos.

1- “Don’t think twice it’s all right”
“But goodbye’s too good a word, babe/So I’ll just say fare thee well/I ain’t sayin’ you treated me unkind/You could have done better but I don’t mind/You just kinda wasted my precious time/But don’t think twice, it’s all right” (“Mas ‘adeus’ é uma palavra muito boa, querida/ Então eu digo apenas ‘até logo’/ Eu não estou dizendo que você me destratou/ Você poderia fazer melhor, mas eu não ligo/ Você meio que desperdiçou meu tempo precioso/ Mas não pense duas vezes, está tudo bem”)

A sutileza e ironica do título é o que torna a musica ainda mais ácida. O uso de um termo carinhoso, babe (querida), além do “descaso” pelo destrato sofrido pelo eu-lírico, apenas encobre e maqueia o descaso não pelo distanciamento, mas por quem o começou.

2. “4th Time Around”
“And I, I never took much/I never asked for your crutch/Now don’t ask for mine” (“E eu, eu nunca exigi muito/ Eu nunca pedi pela sua muleta/ Agora não peça pela minha”)

Oliver Trager sugere que essa musica é uma resposta a “Norwegian Wood (The bird has flown), de John Lennon. Principalmente essas últimas linhas, que respondem de forma um tanto irônica a influência de Dylan sobre os FabFour.

3. “Positively 4th Street”
“Yes, I wish that for just one time/You could stand inside my shoes/You’d know what a drag it is/To see you” (“Sim, eu gostaria que ao menos uma vez/ Você estivesse no meu lugar/ Você saberia como é um saco/ Te ver”)

Essa musica, lançada como single em 1965, é basicamente um ataque atrás de outro. Cada estrofe é uma ofensa, às vezes irônica e sutil, às vezes agressiva e explícita. As frases acima talvez se encaixem mais na segunda opção.

4. “It’s All Over Now, Baby Blue”
“The vagabond who’s rapping at your door/Is standing in the clothes that you once wore/Strike another match, go start anew/And it’s all over now, Baby Blue” (“O vagabundo que está batendo na sua porta/ De pé com as roupas que você já usou/ acabe com outro jogo, comece de novo/ Está tudo acabado, ‘querida azul’”)

Sem comentários. Uma bela humilhada, com um final conclusivo.

5. “Masters of War”
“And I hope that you die/And your death’ll come soon/I will follow your casket/In the pale afternoon/And I’ll watch while you’re lowered/Down to your deathbed/And I’ll stand o’er your grave/’Til I’m sure that you’re dead” (“E eu espero que você morra/ e sua morte virá logo/ Eu seguirei seu caixão/ Na tarde pálida/ E eu assistirei enquanto você estiver descendo/ No seu leito de morte/ E eu ficarei parado na sua sepultura/ Até eu ter certeza que você está morto”)

Essa música, com um conteúdo mais político do que passional, traz uma descrição dura. É forte a imagem de alguém observando seu inimigo (ou ex-amor) na sepultura e ter certeza que ele está morto.


Quando eu penso…

11 Novembro, 2009

… em rodízio de veículos:

via Bobagento


O sonho de qualquer bêbado!

10 Novembro, 2009

- Sua bebida nunca cai;
- Suas peripécias sempre dão certo;
- Sem precisar falar nada, uma gostosa mulher se aproxima de você;

Mojita-se… Se passar mal, a culpa é do Bacardi limão!


Lua (ou Sol)

5 Novembro, 2009

Comprei há algum tempo um mp3 player. Como sou econômico humilde, resolvi pegar um bem simples, sem frescuras. Quando eu comecei a usa-lo, percebi que as frescuras que eu abri mão foram: volume razoável, bateria durável e painel alumiado. Ou seja, um aparelho abominável, com volume baixo, pouca bateria e uma dificuldade para escolher as músicas.

Enfim, não o uso mais. Na volta de São Paulo, quando fui ver a Virada Russa, passei numa loja na rodoviária para arrumar algo para ler. Achei um livro que me pareceu de distribuição independente, quase amador, com contos, “mini-contos” e poesias. Li de forma aleatória, entre uma olhada e outra pela janela.

Há uma certa altura da viagem (km 64), deparei-me com um “mini-conto” que eu achei bem interessante. Às vezes ele me parece um rascunho. De qualquer forma, compartilho com vocês.

Lua (ou Sol)
por Luis Tavares Santos

Mesmo com todas as mudanças climáticas ocorridas nos últimos tempos; mesmo os gases emitidos pelas fábricas, refinarias, carros, construções; mesmo com os fenômenos da natureza; as angulações da luz e seu prisma; mesmo com todas as explicações e teorias, ele nunca vira uma lua daquelas.

Não era uma lua qualquer. Não parecia uma lua qualquer. Talvez nem fosse lua, talvez fosse sol. Ele a vira numa madrugada, antes da chegada dos pássaros, longe da chegada do dia, da chegada do final, ou do começo. Já fizera sua escolha, sua decisão. Era uma questão de esperar o dia acabar. Eis que ele é presenteado com uma lua que ele nunca vira.

Era grande, imponente, como se autorizasse sua escolha. Símbolo de consentimento. Ele a vira a caminho da despedida, nas ruas que passaria pela última vez, na portaria que não escalou, nas curvas que mal fazia. Eles se encontravam entre uma olhada e outra, entre uma enxurrada e outra, enxugada e outra, exumada e outra.

Chegou em casa sem forças para sobreviver. Adormeceu como num último sono.

***

Acordou pouco tempo depois, mas como se fizesse anos que dormira. O cansaço dos pés não estavam sanados, mas a mente estava revitalizada. Olhou-se no espelho. Não se reconheceu. Estava tudo lá: a barba, a boca, os olhos, mas havia uma leveza no olhar, uma serenidade na expressão. Fazia tempo que não deixava de sentir um fardo. Suas cobranças consigo eram as mesmas do dia anterior, mas uma pendência resolvera. Com ajuda da lua. Uma lua que ele nunca vira.


VIRADÓVSKI RUSSÓV NO BRASIVITCH (Virada Russa no Brasil)

31 Outubro, 2009

Mais que as aulas da disciplina “História da Arte”, que eu tive na faculdade e tenho quase certeza que elas NÃO ocorreram, lembro-me de um fato que ilustra bem o engajamento artístico da docente, que além de professora era diretora do curso de Artes Plásticas da universidade.

Na apresentação do trabalho final da matéria, eis que testemunho o seguinte diálogo.

- Vocês são os próximos a apresentarem o trabalho? – indagou a experiente preceptora a um grupo pequeno.
- Sim, ‘fêssora – responderam em uníssono os discentes.
- Olá, meu nome é Roberta. – (O nome talvez seja fictício. Não o lembro exatamente. Guardo apenas  suas ausências freqüentes).

Dito isso, coloco-me na posição de leigo em Artes. Não (apenas) pelo fato em questão, mas por uma certa falta de entusiasmo. Assim como só fui apreciar música erudita depois do quarto de século de vivência.

Fui a São Paulo visitar a Virada Russa, que o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) trouxe ao país. A exposição foi disposta em quatro andares do belo prédio, localizado no centro antigo da capital.

A exposição é toda dividida em sub-temas, como no sub-solo, com uma abordagem sobre o engajamento dos artistas durante a Revolução Russa, quando eles se preocuparam menos com as novas tendências artísticas, para focarem suas obras em cartazes e louças com mensagens em prol do Comunismo. Os cartazes são verdadeiras obras de arte. O amálgama criado entre a arte, informação, engajamento e didatismo é envolvente. Às vezes é possível ver uma animação 3D nos cartazes manuais. Em outras, uma propaganda televisiva, com cenas, diálogos e um roteiro primoroso.

Nos outros andares, são apresentadas justamente as inovações da vanguarda russa, como é o caso das obras de Kazimir Maliévitch.

Um artista que segundo os curadores da exposição, Ania Rodríguez Alonso e Rodolfo de Athayde, não é tão conhecido e valorizado no Ocidente, foi quem mais me impressionou. Pável Filónov conseguia fazer uma fusão de diversas linguagens, novas e canônicas, para montar um quadro cheio de mensagens e significados.

Há também a obra Promenade, de Marc Chagall, outro ponto alto da exposição (Não por ficar no último andar, mas por ser um momento lírico dentro do surrealismo).

A exposição no CCBB de São Paulo vai até o dia 15 de novembro. A entrada é gratuita!