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Archive for the ‘Ouça – Leia – Veja’ Category

Sei que tenho sido muito ausente por aqui. O carinho é o mesmo, mas tenho experimentado novas plataformas.

Para quem se interessar, segue minhas outras brincadeiras:

Dylanesco – Só sobre Bob Dylan;

Pedroluts – Interpretações minhas para canções próprias e covers;

Fac-Simile – Imagens interessantes e palpáveis;

Trilhando – Compilação de músicas que ouço no dia a dia.

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Ouça – The Deep Dark Woods
Conheci a banda canadense através de uma interpretação da música Pretty Peggy-O. Ao pesquisar mais sobre o grupo, encontrei dois álbuns: Hang me oh hang me (2007) e Winter hours (2009). Cada um tem um estilo e atmosfera única, mas os dois são ótimos pelos arranjos instrumentais, principalmente nos diálogos entre guitarra e teclado, além do timbre grave e aveludado da voz de Ryan Boldt.

 

Leia – A Cauda Longa (Chris Anderson)
Um livro sobre a metamorfose do mercado a partir do nascimento da Internet e o papel relevante do consumidor como “influenciador”. Chris Anderson, editor da revista Wired, exemplica a mudança de foco do lucro, que antes era direcionado apenas em produtos de grande sucesso e agora torna também relevante os chamados “mercados de nicho”. Como objeto de estudo de sua análise, empresas online como a Amazon.

 

Veja – Só dez por cento é mentira (Pedro Cezar)
Considerado um longa-metragem documentário, talvez seria mais justo se Só dez por cento é mentira fosse rotulado como um “longa-ensaio-poético”. Dirigido por Pedro Cezar, o filme utiliza como pano de fundo a poesia e a vida do cuiabano Manoel de Barros. A partir de uma descrição lúdica, com influência da infância, Manoel conseguiu traduzir em palavras situações tão corriqueiras quanto mágicas. Entre suas frases: “imagens são palavras que nos faltaram” e “para encontrar azul eu uso pássaros”. E o belo filme não fica atrás. Assista o trailer.

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Ouça – Ain’t got no troubles (Eden Brent)
A pianista e cantora Eden Brent pode ser colocada no mesmo patamar que Madeleine Peyroux, mas em estantes diferentes. Eden retoma o som do começo do século XX, mas sua maior influência (que funciona como espinha dorsal nas canções) são os boogie-woogies sob canções no estilo blues, jazz e referências ao gospel. Ain’t got no troubles (download) é o terceiro álbum da americana, lançado em 2010.

 

Leia – A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector)
Um romance tão enigmático quanto o nome da protagonista. O livro, escrito com a técnica de fluxo de consciência, narra os devaneios de uma mulher da alta sociedade carioca no quarto da empregada. Ao se deparar com uma barata, G.H. passa a refletir sobre sua individualidade e a forma como vê o mundo (ou o quê usa para não vê-lo). Um livro difícil, mas essencial para propor uma ótima reflexão sobre o auto-conhecimento.

 

Veja – Note by note (documentário)
Um filme sobre a manufatura do piano D-274, da classuda Steinway & Sons. O documentário registra todos os processos de produção do lendário instrumento e intercala com entrevistas de pianistas diversos (Hélène Grimaud, Lang Lang e Harry Connick Jr. são apenas alguns) explicando os pré-requisitos e como nasce a relação entre o instrumentista e seu piano. O modelo D-274 foi o favorito de músicos como Glenn Gould e Vladimir Horowitz.

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Ouça – Mean Old Man (Jerry Lee Lewis)
Apesar de viver sob o lema “live fast, die young”, Jerry Lee Lewis é o único sobrevivente do Million Dollar Quartet (os quatro principais artistas da Sun Records nos anos 50: Johnny Cash, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley). E, aos 75 anos de idade, lança um CD com participações que poderiam ser protagonistas se não fosse pelo pianista de Louisiana: Keith Richards, Mick Jagger, Eric Clapton e John Fogerty estão entre os convidados. Porém, apesar das canções e do formato compor um álbum aparentemente nostálgico, Jerry Lee consegue fazer um registro vivo e fresco de um rock’n’roll legítimo.

Leia – Cash: Autobiography (Johnny Cash)
Não é a toa que Rob Gordon (ou Rob Fleming no livro Alta Fidelidade) admite que, apesar dos clássicos literários, seu livro favorito é a autobiografia de Johnny Cash. O cantor esteve presente nos primórdios do rock’n’roll, sendo testemunha ocular da evolução do estilo e um dos protagonistas no country desde os anos 50. Com uma simplicidade e sinceridade que chega a te envolver tanto quanto sensibilizar, Cash relata suas passagens além de contar causos com grandes nomes da música americana, como Roy Orbinson e Carl Perkins. Um exemplo: foi um fato ocorrido com o Cash que originou a música “Blue Suede Shoes”.

Veja – House (série de TV)
Uma mistura de E.R. (ou Plantão Médico, no Brasil) com um Sherlock Holmes ácido, a série de TV mostra o cotidiano da equipe médica do Dr. Greg House. O mote do seriado, além das resoluções de diagnósticos raros e quase impossíveis, é divertir seu público com atitudes nada éticas e respostas sarcásticas do seu protagonista, interpretado por Hugh Laurie. Vale lembrar que o ator, apesar de fazer o papel de um médico americano, é inglês e fez sua carreira em um programa humorístico ao lado de Stephen Fry.

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Passei uma fase de imersão cartolística. Resolvi ler um livro que comprei há alguns anos sobre o sambista carioca, revi um documentário sobre Cartola e voltei a ouvir (com outros olhos e ouvidos) o samba do fundador da Estação Primeira de Mangueira.
Como produto disso tudo, monto um OLV (Ouça – Leia – Veja) só com Cartola.

Ouça – Coletâneas
Para quem não tem nenhum CD do Cartola, uma ótima opção (apesar de ser uma ligeira enganação) é uma coletânea intitulada “Bis”, da gravadora EMI. É um CD duplo (cujo tempo total caberia em apenas uma mídia) que contém dois álbuns na íntegra. Apesar de não estar explícito, o disco 1 é o LP de 76 (com Zica e Cartola na capa) e o disco 2 é o álbum de 74 completo. O bom disso tudo é o preço: encontrei por menos de R$15.
Para quem já conhece esses álbuns, outra alternativa é a coletânea “Maxximum”, da SONY/BMG. Por ser de outra gravadora, o álbum traz músicas de uma fase não muito conhecida (com uma roupagem também menos rústica), mas não menos genial. Destaque para as músicas “Autonomia”, “A mesma estória” e “Nós dois”.

Leia – Cartola, os tempos idos
Este livro aborda não apenas a vida de Cartola e algumas histórias por trás das músicas, como apresenta um panorama da influência do sambista no cenário carioca e defende, através de dados, relatos e interpretações, que o samba, apesar de cantar Noel Rosa, não veio da Bahia, mas é produto original do Rio de Janeiro.

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Veja – Cartola: Música para os Olhos
Assisti este documentário antes e depois de ler o livro. O documentário tem uma linguagem mais poética, solta, o que o deixa mais bonito, mas perde um pouco na transmissão das informações. Para quem não conhece muito as passagens na vida de Cartola, o filme deixa algumas lacunas, algumas passagens sem muito contexto. Agora, quanto mais você conhecer a biografia do sambista, mais enriquecedor é assistir o DVD.

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Ouça – Piano Concerto Nº1 de Brahms – (Glenn Gould e Leonard Bernstein)
Um concerto histórico por vários motivos. Num discurso incomum, precedendo o início da apresentação, Bernstein adverte o publico pela versão pouco ortodoxa que eles presenciariam. O regente também pergunta sobre quem manda em um concerto: o maestro ou o solista? De qualquer forma, ele encerra o discurso afirmando estar lisonjeado por reger um “solista pensante” e pela interpretação de Glenn Gould – que alterou consideravelmente alguns andamentos e dinâmicas da peça. Um registro de uma abordagem surpreendentemente original.

Leia – Diálogos com Borges (Borges)
Uma série de três livros com transcrições de diálogos que foram veiculados por rádio na Argentina entre o jornalista Oswaldo Ferrari e o escritor Jorge Luis Borges. Cada livro tem uma temática central – Filosofia, Amizade e Sonhos -, mas cada conversa percorre por diferentes assuntos, como Kafka, a fórmula de contos de Borges e amor, além de trazer nesses bate-papos inúmeras referências e citações. Muito bom para entender, ou tentar entender, a cabeça desse escritor fantástico. Para quem não conhece Borges, sugiro “Ficções”.

Veja – Zelig (Woody Allen)
Um pseudo-documentário sobre um homem-camaleão. Woody Allen interpreta Leonard Zelig, um rapaz que transforma suas características de acordo com seu interlocutor. Ora é negro, chinês, psicólogo, gordo… E assumindo essas várias personagens, entra numa crise de falta de personalidade. Um filme mais denso, mas típico de Woody Allen. Segundo uma Amiga do Woody, pode ser interpretado como uma visão do diretor sobre as exigências da industria cinematográfica. Veja um teaser.

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Ouça – Kaki King – Dreaming of revenge
Sendo o mais breve possível: Kaki King é a versão feminina de Elliott Smith. Ela não olha tanto para trás e traz uma sonoridade menos “vintage” e mais sofisticada (com algumas faixas instrumentais) conseguindo um som orgânico, com flertes sutis em sons eletrônicos. Além de clipes, Kaki King disponibilizou um “making of…” do álbum, lançado em 2008.

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Leia – Jazz – do Rag ao Rock
Joachim Berendt explica de forma fácil e didática a evolução do jazz. Um livro que apresenta um panorama básico, com um detalhamento dos estilos, dos instrumentos e suas fases de mais exposição, dos elementos e dos principais intérpretes e compositores. Sem dar muitos detalhes ou citar várias referências, o livro te faz entender todos os meandros do jazz e suas raízes.

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Veja – Jazz – Um filme de Ken Burns
Um documentário amplo e detalhado sobre toda a história do Jazz. Serve como um complemento multimídia do livro de Berendt. Foi exibido na GNT há alguns atrás e infelizmente a versão nacional do box está esgotado. São mais de 12 horas com depoimentos, imagens e uma explicação precisa do contexto da época e cada vertente do jazz.


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