Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Filmes’ Category

Entrou em cartaz um documentário sobre os Novos Baianos, dirigido por Henrique Dantas, chamado Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano. O filme tem depoimentos de integrantes (infelizmente eu não vi a Baby Consuelo no trailer), além de pessoas próximas, como o excelentíssimo Tom Zé.

Abaixo, os primeiros três minutos:

E o trailer, que entrega mais um pouco:

Via Trabalho Sujo

Read Full Post »

Chora, guitarra!

Mesmo para quem não tem nenhuma habilidade com guitarra, é impossível deixar de notar o som tão exótico do pedal Wah-wah. Seu nome é uma onomatopéia do próprio efeito.

Contemporâneo ao nascimento do pedal, criado na segunda metade da década de 60, Jimi Hendrix ajudou a consolidá-lo. Sua contribuição mais famosa foi a música Voodoo Child:

Eric Clapton, no seu período com a banda Cream, também difundiu a novidade:

A grande inovação dessa ferramente foi dar a opção de alterar a equalização da guitarra na dinâmica que o instrumentista quiser. É possível fazer solos chorosos (Um dos fabricantes batizou o pedal de Cry Baby) ou mesmo sons frenéticos e percussivos.

Entre os guitarristas já brincaram com o pedal, estão Frank Zappa, Jeff Beck, Jimmy Page, Kirk Hammett, Slash, Eddie Van Halen e o brasileiro Lúcio Maia, da Nação Zumbi.

Abaixo, um ótimo documentário sobre o Wah-Wah, intitulado Cry Baby: The pedal that rocks the world:

Read Full Post »

Ouça – The Deep Dark Woods
Conheci a banda canadense através de uma interpretação da música Pretty Peggy-O. Ao pesquisar mais sobre o grupo, encontrei dois álbuns: Hang me oh hang me (2007) e Winter hours (2009). Cada um tem um estilo e atmosfera única, mas os dois são ótimos pelos arranjos instrumentais, principalmente nos diálogos entre guitarra e teclado, além do timbre grave e aveludado da voz de Ryan Boldt.

 

Leia – A Cauda Longa (Chris Anderson)
Um livro sobre a metamorfose do mercado a partir do nascimento da Internet e o papel relevante do consumidor como “influenciador”. Chris Anderson, editor da revista Wired, exemplica a mudança de foco do lucro, que antes era direcionado apenas em produtos de grande sucesso e agora torna também relevante os chamados “mercados de nicho”. Como objeto de estudo de sua análise, empresas online como a Amazon.

 

Veja – Só dez por cento é mentira (Pedro Cezar)
Considerado um longa-metragem documentário, talvez seria mais justo se Só dez por cento é mentira fosse rotulado como um “longa-ensaio-poético”. Dirigido por Pedro Cezar, o filme utiliza como pano de fundo a poesia e a vida do cuiabano Manoel de Barros. A partir de uma descrição lúdica, com influência da infância, Manoel conseguiu traduzir em palavras situações tão corriqueiras quanto mágicas. Entre suas frases: “imagens são palavras que nos faltaram” e “para encontrar azul eu uso pássaros”. E o belo filme não fica atrás. Assista o trailer.

Read Full Post »

Alguns anos após a morte de Mao Tse-tung – que com sua Revolução Cultural cortou relações da China com o restante do mundo, proibindo até o ensino de música erudita européia – o lendário violinista Isaac Stern é convidado a visitar o país. O objetivo era, além de estreitar as relações entre a China e o ociente, que o músico ucraniano compartilhasse suas técnicas e abordagens musicais.

Esta é a espinha dorsal do documentário “De Mao a Mozart”, dirigido por Murray Lerner, que no currículo tem vários outros registros na área da música, passando de Bob Dylan a The Who.

O documentário aborda basicamente três temas: A exótica cultura chinesa, os ensinamentos na interpretação de Isaac Stern e os tratos com os professores de música contrários à Revolução Cultural instituída no país.

As passagens em que Stern faz algo que se parece um workshop, dando dicas de interpretação e técnicas no violino a músicos chineses é tão brilhante quanto didática. É uma boa lição para entender o que faz um músico ser um bom intérprete. Como a técnica pode tanto aprimorar como limitar uma perfomance.

Em contraste com a beleza dos ensinamentos de Stern, o doumentário relata os tratos aos professores dos conservatórios que se arriscaram a ensinar músicas de compositores eruditos europeus nos conservatório de música. Um professor afirma que pior do que toda a tortura que sofreu, a humilhação de ser tratado como criminosos foi mais traumatizante ainda.

Abaixo, o documentário “De Mao a Mozart” (na íntegra):

Read Full Post »

Ouça – Ain’t got no troubles (Eden Brent)
A pianista e cantora Eden Brent pode ser colocada no mesmo patamar que Madeleine Peyroux, mas em estantes diferentes. Eden retoma o som do começo do século XX, mas sua maior influência (que funciona como espinha dorsal nas canções) são os boogie-woogies sob canções no estilo blues, jazz e referências ao gospel. Ain’t got no troubles (download) é o terceiro álbum da americana, lançado em 2010.

 

Leia – A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector)
Um romance tão enigmático quanto o nome da protagonista. O livro, escrito com a técnica de fluxo de consciência, narra os devaneios de uma mulher da alta sociedade carioca no quarto da empregada. Ao se deparar com uma barata, G.H. passa a refletir sobre sua individualidade e a forma como vê o mundo (ou o quê usa para não vê-lo). Um livro difícil, mas essencial para propor uma ótima reflexão sobre o auto-conhecimento.

 

Veja – Note by note (documentário)
Um filme sobre a manufatura do piano D-274, da classuda Steinway & Sons. O documentário registra todos os processos de produção do lendário instrumento e intercala com entrevistas de pianistas diversos (Hélène Grimaud, Lang Lang e Harry Connick Jr. são apenas alguns) explicando os pré-requisitos e como nasce a relação entre o instrumentista e seu piano. O modelo D-274 foi o favorito de músicos como Glenn Gould e Vladimir Horowitz.

Read Full Post »

Ouça – Mean Old Man (Jerry Lee Lewis)
Apesar de viver sob o lema “live fast, die young”, Jerry Lee Lewis é o único sobrevivente do Million Dollar Quartet (os quatro principais artistas da Sun Records nos anos 50: Johnny Cash, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Elvis Presley). E, aos 75 anos de idade, lança um CD com participações que poderiam ser protagonistas se não fosse pelo pianista de Louisiana: Keith Richards, Mick Jagger, Eric Clapton e John Fogerty estão entre os convidados. Porém, apesar das canções e do formato compor um álbum aparentemente nostálgico, Jerry Lee consegue fazer um registro vivo e fresco de um rock’n’roll legítimo.

Leia – Cash: Autobiography (Johnny Cash)
Não é a toa que Rob Gordon (ou Rob Fleming no livro Alta Fidelidade) admite que, apesar dos clássicos literários, seu livro favorito é a autobiografia de Johnny Cash. O cantor esteve presente nos primórdios do rock’n’roll, sendo testemunha ocular da evolução do estilo e um dos protagonistas no country desde os anos 50. Com uma simplicidade e sinceridade que chega a te envolver tanto quanto sensibilizar, Cash relata suas passagens além de contar causos com grandes nomes da música americana, como Roy Orbinson e Carl Perkins. Um exemplo: foi um fato ocorrido com o Cash que originou a música “Blue Suede Shoes”.

Veja – House (série de TV)
Uma mistura de E.R. (ou Plantão Médico, no Brasil) com um Sherlock Holmes ácido, a série de TV mostra o cotidiano da equipe médica do Dr. Greg House. O mote do seriado, além das resoluções de diagnósticos raros e quase impossíveis, é divertir seu público com atitudes nada éticas e respostas sarcásticas do seu protagonista, interpretado por Hugh Laurie. Vale lembrar que o ator, apesar de fazer o papel de um médico americano, é inglês e fez sua carreira em um programa humorístico ao lado de Stephen Fry.

Read Full Post »

Passei uma fase de imersão cartolística. Resolvi ler um livro que comprei há alguns anos sobre o sambista carioca, revi um documentário sobre Cartola e voltei a ouvir (com outros olhos e ouvidos) o samba do fundador da Estação Primeira de Mangueira.
Como produto disso tudo, monto um OLV (Ouça – Leia – Veja) só com Cartola.

Ouça – Coletâneas
Para quem não tem nenhum CD do Cartola, uma ótima opção (apesar de ser uma ligeira enganação) é uma coletânea intitulada “Bis”, da gravadora EMI. É um CD duplo (cujo tempo total caberia em apenas uma mídia) que contém dois álbuns na íntegra. Apesar de não estar explícito, o disco 1 é o LP de 76 (com Zica e Cartola na capa) e o disco 2 é o álbum de 74 completo. O bom disso tudo é o preço: encontrei por menos de R$15.
Para quem já conhece esses álbuns, outra alternativa é a coletânea “Maxximum”, da SONY/BMG. Por ser de outra gravadora, o álbum traz músicas de uma fase não muito conhecida (com uma roupagem também menos rústica), mas não menos genial. Destaque para as músicas “Autonomia”, “A mesma estória” e “Nós dois”.

Leia – Cartola, os tempos idos
Este livro aborda não apenas a vida de Cartola e algumas histórias por trás das músicas, como apresenta um panorama da influência do sambista no cenário carioca e defende, através de dados, relatos e interpretações, que o samba, apesar de cantar Noel Rosa, não veio da Bahia, mas é produto original do Rio de Janeiro.

.

Veja – Cartola: Música para os Olhos
Assisti este documentário antes e depois de ler o livro. O documentário tem uma linguagem mais poética, solta, o que o deixa mais bonito, mas perde um pouco na transmissão das informações. Para quem não conhece muito as passagens na vida de Cartola, o filme deixa algumas lacunas, algumas passagens sem muito contexto. Agora, quanto mais você conhecer a biografia do sambista, mais enriquecedor é assistir o DVD.

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: