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Archive for outubro \31\UTC 2009

Mais que as aulas da disciplina “História da Arte”, que eu tive na faculdade e tenho quase certeza que elas NÃO ocorreram, lembro-me de um fato que ilustra bem o engajamento artístico da docente, que além de professora era diretora do curso de Artes Plásticas da universidade.

Na apresentação do trabalho final da matéria, eis que testemunho o seguinte diálogo.

– Vocês são os próximos a apresentarem o trabalho? – indagou a experiente preceptora a um grupo pequeno.
– Sim, ‘fêssora – responderam em uníssono os discentes.
– Olá, meu nome é Roberta. – (O nome talvez seja fictício. Não o lembro exatamente. Guardo apenas  suas ausências freqüentes).

Dito isso, coloco-me na posição de leigo em Artes. Não (apenas) pelo fato em questão, mas por uma certa falta de entusiasmo. Assim como só fui apreciar música erudita depois do quarto de século de vivência.

Fui a São Paulo visitar a Virada Russa, que o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) trouxe ao país. A exposição foi disposta em quatro andares do belo prédio, localizado no centro antigo da capital.

A exposição é toda dividida em sub-temas, como no sub-solo, com uma abordagem sobre o engajamento dos artistas durante a Revolução Russa, quando eles se preocuparam menos com as novas tendências artísticas, para focarem suas obras em cartazes e louças com mensagens em prol do Comunismo. Os cartazes são verdadeiras obras de arte. O amálgama criado entre a arte, informação, engajamento e didatismo é envolvente. Às vezes é possível ver uma animação 3D nos cartazes manuais. Em outras, uma propaganda televisiva, com cenas, diálogos e um roteiro primoroso.

Nos outros andares, são apresentadas justamente as inovações da vanguarda russa, como é o caso das obras de Kazimir Maliévitch.

Um artista que segundo os curadores da exposição, Ania Rodríguez Alonso e Rodolfo de Athayde, não é tão conhecido e valorizado no Ocidente, foi quem mais me impressionou. Pável Filónov conseguia fazer uma fusão de diversas linguagens, novas e canônicas, para montar um quadro cheio de mensagens e significados.

Há também a obra Promenade, de Marc Chagall, outro ponto alto da exposição (Não por ficar no último andar, mas por ser um momento lírico dentro do surrealismo).

A exposição no CCBB de São Paulo vai até o dia 15 de novembro. A entrada é gratuita!

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Niemeyer

Mais aqui.

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Achei um link para download (em rapidshare ou easyshare) de TODOS os álbuns citados no livro “1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER“, de Robert Dimery.

Trata-se de um livro bem bacana, dividindo os discos mais importantes de cada década. É um ótimo guia para referência.

http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/

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Mais no Chongas

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Novidades do bom velhinho!

Quando todos o reverenciavam pelo seu estilo folk, ele passou a tocar guitarra. Quando todos queriam vê-lo se apresentando, ele sumiu para viver numa fazenda. Quando todos queriam um album novo, ele aparece com um album tradicionalmente country.

Depois, torna-se evangélico; Volta ao judaísmo; Atua em filmes nos anos 80. Na década seguinte, após lançar um album considerado um dos melhores da sua carreira, ele faz um CD completamente diferente…

Talvez seja assim que podemos interpretar a receptividade de Bob Dylan à receptividade do público.

A última do músico é o lançamento de um album “Christmas in the heart”. Um CD – respirem fundo – NATALINO! Sim, podemos ouvir Bob Dylan soltando a voz – seja ela qual for – em canções tradicionais do Natal americano.

O clima solidário de fim-de-ano também mexe com Dylan. Toda a renda de direitos autorais do álbum será doada para instituições que ajudam as pessoas de baixa-renda. Nos EUA, a Feeding America receberá a quantia. Para os fãs ingleses, Crisis será a presenteada. No restante do mundo, o repasse será feito para WFP.

Como no Brasil o CD não foi lançado, deixo o link do torrent para vocês ouvirem.
http://thepiratebay.org/torrent/5128158/Bob_Dylan_-_Christmas_in_the_Heart__mp3__192

Caso queiram comprar, a Livraria Cultura comercializa a versão importada.

***

UPGRADE(1): Vale a pena ver o clipe! Dylan aparece está muito engraçado!

UPGRADE(2): A Livraria Cultura conseguiu a venda exclusiva da versão nacional! Muito mais barata!

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Madeleine Peyroux

Há quem compare sua voz com a de Billie Holiday. Mas isso não vem ao caso. Talvez esse fosse o marketing gerado para divulgar o primeiro álbum, mas agora Madeleine Peyroux não precisa mais dessa comparação. É secundário no perfil da americana criada em Paris na adolescência, quando dormia durante o dia e ficava a noite toda acordada, trabalhando como artista de rua.

Gravou seu primeiro álbum 1996. Entitulado Dreamland, o CD tem um perfil muitas vezes mais folk e country-folk do quê jazz, como viria a ser rotulada.

Durantes seus três primeiros CDs, pouco foi sua atuação como compositora. Sua fama se pautou sempre na forma como interpretava as canções. Seu repertório era vasto e amplo, passando por compositores-poetas, como Bob Dylan e Leonard Cohen, flertando com compositores dos anos 90, como Elliott Smith e homenageando standards da cultura americana, como é o caso de “Smile” (Charlie Chaplin) e “Don’t Cry Baby” (Bessie Smith).

Foi no quarto e último álbum de estúdio, Bare Bones, que ela aceitou e se assumiu como compositora. Muito influenciada pela morte do pai, cuja relação nunca foi tão boa, ela compôs a maior parte das canções. A maioria na companhia de Larry Klein, que também assina a produção.

Para este ano, Madeleine Peyroux nos presenteia com o primeiro registro de um show – “Somethin’ Grand”. Avessa a muita popularidade, Madi – como é conhecida – se entrega ao DVD e nos apresenta um trabalho redondo e maduro. Além do show, gravado em Los Angeles, ainda podemos ver versões intimistas, despretensiosas e acusticas, além de um documentário, retratando a carreira de Madi.

Assistindo ao documentário, é possível perceber porque ela se diferencia de muitas intérpretes. Ao escolher a arte na rua, sra. Peyroux ganha uma experiência que, aí sim, é passível de comparação com muitas cantoras de jazz dos anos 20 e 30. Como todo intérprete que vai além de uma boa voz, Madeleine sabe contar histórias.

É preciso também dar créditos ao seu talento como musicista. Madi domina com graciosidade e feminilidade o violão, tocando num estilo que dialoga com o folk blues e o jazz do começo do século.

No documentário, o responsável por fazer Madeleine assinar o contrato diz uma coisa bem interessante: O público exige menos rótulos do que o mercado fonográfico. Então, não saia querendo ouvir jazz, pop, folk ou o quê for. Ouça Madeleine pela qualidade incontestável.

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Tangled Up In Bob

Vocês podem achar que é obsessão, mas prometo que este site é muito mais funcional do quê parece. Imagino que todos que gostam de música garimpam de vez em quando. É comum pesquisarmos com entusiasmo curiosidades diversas: bandas novas, gravações raras, versões ao vivo, mudanças de letras, etc…

Durante meus passeios frequentes eventuais pela dylanosfera virtual, deparo-me com um site que é sensacional. Simplesmente uma web-radio que SÓ toca coisas relacionadas ao Bob Dylan.

Lá é possível ouvir todo o material que seria preciso muito tempo (e muitos gigabytes) para conseguir atingir esse acervo. Costumo escutar musicas que nunca ouvira, ou versões ao vivo dos shows mais recentes, além do material oficial.

Outro benefício é ter acesso ao programa de rádio apresentado por Dylan – Theme Time Radio Hour. É um programa temático onde o Bob mostra várias músicas ligadas ao tema. Os tópicos são dos mais diversos: família, números, felicidade, juventude… E entre uma música e outra, Dylan faz algumas observações e curiosidades sobre o tema ou a canção.

Sei que nem todos vão aguentar ouvir… Conheço mais gente que odeia do que os que apreciam.

Enfim, fica a dica!

Obs.: Já fiz outras sugestões de links dylanescos…

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