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Archive for maio \30\UTC 2007

Top 5 – Trilha Sonora

O livro que estou lendo no momento é “Alta Fidelidade”, de Nick Hornby, que baseou o filme de mesmo nome. Peguei emprestado com o Jão, que já leu e viu o filme diversas vezes. A história é basicamente sobre um dono de loja de discos viciado em fazer ‘top 5’ com seus funcionários que leva um fora de uma namorada e faz um balanço na sua vida amorosa. Tanto o livro quanto o filme são muito bons. Aconselho!!

Influenciado atualmente pelo livro, elejo o meu ‘top 5’ de trilhas sonoras de alguns dos meus filmes favoritos.

1 – Le Fabuleux Destin D’Amelie Poulain
O filme é bom assistir quando se está com alguém, mas também vale a pena assisti-lo sozinho. A trilha sonora é instrumental e com um arranjo muito característico. A maioria das músicas usam acordeom, piano, cravo, entre outros instrumentos. Eu até fiz uma música inspirada nesta trilha chamada “Valse Poulain”.

 

 

Cidade de Deus2 – Cidade de Deus
Esse filme é foda. Do caralho mesmo. Com tanto palavrão na porra do filme, não tem como um merda como eu explicar essa porra sem falar ao menos um palavrão, caralho! A trilha sonora também é foda, com músicas exclusivas para o filme e outras ótimas escolhas para lembrar de muita música boa que foi feita no Brasil, como Cartola, Raul Seixar e Tim Maia.

 

Forrest Gump3 – Forrest Gump (Download: CD1 CD2)
A musiquinha-tema do filme é muito boa. Aquele começo com o piano, que toca quando a pena ta caindo, logo no começo do filme é de deixar os olhos úmidos para quem já assistiu o filme. Mas além dessa parte sentimental, o filme também traz alguns rocks muito bons, como é o caso da “Fortune Son”, do Creedence Clearwater Revival, e “Sweet Home Alabama”, do Lynyrd Skynyrd.

Pulp Fiction4 – Pulp Fiction
Sem comentários. Tanto para o filme quanto para a trilha sonora. Tarantino com sua mente sempre investiu bastante na escolha de suas trilhas, mas para mim a de “Pulp Fiction” merece destaque. Quem nunca ouviu aquele surf music que até o Black Eyed Peas sampleou? Ou os diálogos antes de algumas músicas? Um clássico da trilha sonora.

O Poderoso Chefão5 – Poderoso Chefão
A música-tema do Poderoso Chefão já faz você ficar ligadão e com medo de tomar um tiro de algum mafioso a plena luz do dia, dentro de um restaurante, nos anos 50, enquanto se delicia com uma ótima taça de vinho tinto junto com uma massa al dente. É praticamente toda instrumental, orquestrada. Para quem viu o filme é inesquecível.

 

Obs.: Para fazer o download da trilha é só clicar na imagem do álbum. E o livro tem o link para a Saraiva, mas eu acho que dá para encontrar em sebos.

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Limão Com Mel

Um CD qualquer de Limão Com Mel

Sempre virei a cara para esses sons popularescos. Calypso, Chiclete Com Banana, Ivete Sangalo e afins. Porém, de um tempo pra cá comecei a simpatizar com muita coisa que a ex-vocalista da banda Eva vem fazendo. “Quando a chuva passar” é simplesmente muito boa, tenho que admitir.

Um grande amigo meu, Paulo Henrique, vulgo Maceió, acompanha o meu blog e me sugeriu um desafio: fazer um post para uma das bandas de forró eletrônico que ele ouve: Limão Com Mel. Achei interessante a idéia e peguei emprestado com ele um cd de “grandes sucessos” da banda. Obviamente nós dois achamos que eu não iria curtir, então o desafio em si seria saber como eu iria conseguir escrever um comentário de músicas que simplesmente não fazem parte do meu gosto musical, mesmo ele sendo muito eclético.

Comecei a ouvir o CD. Primeira faixa: um começo espacial, parecia abertura do programa “Xou da Xuxa” (Lembra?). Um começo quase metal. Uma entrada com o vocal e batida sincronizada e às vezes no contra-tempo com bumbo, pratos, baixo e guitarras distorcidas. Logo depois muda para uma orquestração com aquele timbre “sinfonia” do teclado, fazendo uma referência à fase psicodélica de Beatles (como a música “Eleanor Rigby”). Uma virada digna de um rock progressivo, Dream Theather e afins (acredite se quiser!). E a música então começa…

Aquele suingado característico de forró, com guitarras limpas e sanfonas fazendo uma base que preenche bem e o baixo com suas linhas clichês. A guitarra distorcida merece destaque a parte, assim como as viradas de bateria.

Encontra-se nas linhas de guitarra, quando usadas com distorção, às vezes aqueles harmonizações de música sertaneja. Mas muitas vezes solos muito bem feitos, chegando até a se ouvir harmônicos falsos, como um Zakk Wylde que foi criado com Calypso. Metal up your ass!!

O batera dessa banda bebeu muito as poções do metal. Foi criado com camiseta preta e sanfona, dançava forró de noite, mas ficava na praça tomando vinho quente e vestindo coturno e cintos com rebites em pleno sábado de manhã. Viradas junto com os instrumentos de harmonia, como, novamente, as bandas de progressivo. E o uso do bumbo nas viradas também dão a sensação esperar uma voz gutural “cantando” sobre o inferno e as dificuldades do mundo.

A voz tem uma grande influência da música sertaneja. Parece Bruno e Marrone com sanfonas e um ritmo dançante.

Desculpem por estar sendo muito técnico, entrando nesse universo de termos musicais. Mas é que eu estou completamente chocado com a riqueza de timbres e a ótima produção musical. Ouve-se músicos muito competentes dando base para uma banda brega, sim, mas que não é ruim. Não mesmo! É aquele tipo de banda que você gosta e não assume. Uma Kelly Key, por exemplo.

As últimas faixas do CD são músicas acústicas. Violão, percussão, flauta e voz. Aí segue o clichê de músicas nesse formato. É legal, mas nada de muito interessante. É brega, mas mais uma vez admito a qualidade. Não é ruim, não!

Enfim, a experiência que eu tive em ouvir Limão Com Mel foi bem diferente daquela que eu e Maceió imaginávamos. Eu realmente estou sendo sincero ao falar que não achei péssimo. Não chega a entrar nos discos que mudaram a minha vida ou aquelas músicas que você tem uma vontade repentina de ouvir, mas não é algo sofrível de se ouvir.

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666!!!

O blog Pangéia chegou a 666 visitas… em menos de um mês!

Como diria Al Pacino… RÁ!!!

Abrasssssss…

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66 anos de Bob Dylan…

Recebi hoje um email do Baiano me informando de uma data: hoje, 24 de maio de 2007, Robert Allen Zimmerman faz 66 anos de idade. Vulgo Bob Dylan, sobrenome que pegou emprestado o poeta Dylan Thomas, foi um dos músicos mais influentes, principalmente nos anos 60. Cantando o que se chama de “canções de protesto”, designação que ele não aceita que seja qualificada suas músicas, Bob Dylan mudou a história da música americana ao dar uma nova abordagem ao folk tradicional.

Bob Dylan nasceu em Duluth, Minnesota, mas foi criado em Hibbing. Não se indentificou com nenhuma das duas cidades. Aos 10 anos, uma visita ao porão mudaria sua forma de ver o mundo. Ao chegar abaixo da casa onde morava encontrou um violão e um móvel em mogno. Quando abriu o armário, viu que se tratava de uma vitrola, com alguns vinis. Foi seu primeiro contato com folk music e se identificou de primeira, por achar que o estilo via do mesmo modo que ele  a vida.

Tocou em algumas bandas de rock durante a adolecência, mas ao ouvir o músico Woody Guthrie, percebeu que esse seria seu maior ídolo. Bob chegou a visitá-lo no hospital quando o músico estava doente. No começo dos anos 60, resolveu sair de Hibbing para se aventurar no resto do país, sob a influência do movimento beatnik, até chegar na cidade de Nova Iorque, em 1961.

Lá, frequentava muito a região de Greenwich Village, local onde borbulhava cultura vanguardista. Poetas, músicos, atores e diversos outros artistas se encontravam nos bares da região para ouvir canções e poemas. Entre eles, Bob Dylan começou a tocar músicas que o influeciavam, como as de Woody Guthrie e a cantora negra Odetta.

Nessa época, John Hammond, que já havia descoberto ícones do jazz, como Billie Holiday e Count Basie, convidou Dylan para assinar um contrato com a grande gravadora Columbia. Em 62, ele grava 13 músicas, sendo apenas duas próprias, para o seu primeiro vinil.

 

Até então, essas duas músicas eram as únicas que ele compusera. “Talkin´ New York” registrava algumas das suas impressões sobre a cidade e “Song to Woody” foi uma necessidade que Dylan teve em cantar algo para o seu maior ídolo.

O álbum de estréia não fez muito sucesso, ao contrário do seguinte: “The Freewhelin´”. Para o vinil de 63, Bob Dylan compusera 11 das 13 canções. Entre as de sua autoria, “Blowin´ in the wind” seria um marco da história da música americana, sendo gravada por diversos outros artistras, como o trio Peter, Paul and Mary.

 

Em “Freewhelin´” ficava evidente o talento que o jovem de 22 anos tinha. Não fazia nem dois anos que o rapaz começara a compor e já havia criado um hit, que seria um hino de uma geração. Geração essa que Dylan não se identifica e que sempre negou o título de “voz da geração” dos anos 60. Suas letras, quase que proféticas, seriam largamente usadas pelos grupos de esquerda.

Lançaria diversos álbuns nos anos seguinte, mas seria “Bringing it all back home”, de 1965, que construiria uma polêmica gigante. Até então, Dylan se encaixava no movimento folk tradicionalista, já que em suas músicas apenas voz, violão e gaita compunham os timbres. Porém, com este vinil, Dylan quebrou as regras folk e apunhalou uma guitarra, além de contar com uma banda de rock. Muitas críticas foram feitas contra Bob, o acusando de traidor do folk e venvido à música comercial já que a Beatleamania estava em seu auge.

 

Bob Dylan ainda violaria muitos paradigmas em toda a sua carreira. Faria releituras de suas músicas, transformando-as até em reggae, sempre ousando e promovendo uma discussão sobre o futuro da canção através das inúmeras versões.

Vale a pena conferir a carreira inteira deste artista. Para quem pouco conhece sobre Bob Dylan, sugiro o documentário dirigido por Martin Scorcese sobre os primeiros anos da carreira de Bob Dylan e o histórico concerto no festival de folk de Newport, em 1965, quando tocou com sua banda músicas do álbum do mesmo ano.

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Uma coisa é fato: Depois de Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, pouco se criou dentro do movimento Manguebeat, nascido no Recife em meados dos anos 90. Não sei se foi por esgotamento criativo, por sucesso do movimento ou por saturação do estilo, mas a real é que todas as bandas que vieram depois não acrescentou algo de muita relevância.

Não quero dizer que não há coisas de qualidade. Jorge Cabelera, Escurinho, Eddie e Lampirônicos são apenas alguns exemplos de ótimas produções do movimento pós-Chico Science, mas de certa forma sempre se copiou o mesmo formato. Às vezes dando mais ênfase ao rock, ao maracatu ou a outros estilos, mas seguindo a mesma formula.

Mombojó, portanto, segue a mesma linha das bandas citadas. Das bandas-mestres do movimento, fica mais perto de Mundo Livre S/A (o vocalista Felipe S soa parecidíssimo com o vocalista do Mundo, Fred 04, que por sua vez remete à voz de Jorge Ben). Há um quê de Los Hermanos, com sotaques sessentistas da Jovem Guarda. Obviamente não deixam de lado os ritmos suingados dos sambas, bossa-nova e maracatu, mas também investem em elementos do jazz e em algumas batidas de drum´n´bass. Se há algo de original no som do Mombojó, além da grande diversidade de estilos convergidos é a variedade de timbres. Ouve-se de órgãos Hammond e pianos Fender Rhodes a flautas, percussões e violões, passando por sintetizadores e outros efeitos sonoros. O grupo recifense já lançou dois álbuns. nadadenovo, de 2004, distribuído pela revista do Lobão, Outracoisa; e Homem-espuma, de 2006, com distribuição da Trama.

Mesmo sem muito adicionar à sopa do manguebeat, acho que vale a pena conferir a banda ao vivo. Deixando de lado as inevitáveis comparações com Mundo Livre, dá pra curtir um ótimo som.

O Mombojó toca em Campinas semana que vem, na Kraft. Quem quiser saber mais, entrem na página da Kraft ou na do Vinil Produções.

 Obs.: No site do Mombojó dá pra baixar os dois CDs dos caras… É bom conhecer as músicas antes de ir no show, né?

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Top #10 – Chuva!

Chuva

Aqui em Campinas amanheceu chovendo então vou pro meu primeiro post de um “top” meu…

Aí vai…

1- Cordel do Fogo Encantado – “Preta”
2- Cordel do Fogo Encantado – “Chover”
3- Bob Dylan – A Hard Rain´s a-gonna fall
4- Jack Johnson – Banana Pancakes
5- Ramones – Have You Ever Seen The Rain
6- The Doors – Riders On The Storm
7- Biquini Cavadão – Chove Chuva
8- Raul Seixas – Medo de Chuvas
9- Funk Como Le Gusta – Meu Guarda-chuva
10- Karnak – Depois da chuva

Puta merda! É muito foda fazer “top”!!

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Cordel do Fogo Encantado

Para fechar a Virada Cultural em Campinas, a organização escolheu o grupo Cordel do Fogo Encantado. Uma ótima escolha, já que é uma banda que faz shows lotados quando toca por aqui. E mesmo já se apresentado na cidade nesse semestre, o grupo de Arcoverde, Pernambuco, trouxe muita gente para a Estação Cultura.

O show já começa numa inversão de valores. Ao contrário do que muitas bandas fazem, o “líder” da banda, o vocalista Lirinha, entrou no palco antes do que o restante do grupo. Entrou devagar, se preparando como que para um ritual, para o show que viria a comandar. Chegou perto do microfone em meio à sons de celas se abrindo e fechando e começou a recitar o texto, entitulado “Tlank”, de Manoel Filó, que é a introdução do último CD da banda, Transfiguração. O poema de introdução já explica o espetáculo e o CD: Conta o sentimento de um preso, do momento em que entra na prisão (que nada difere de um velório) para o momento em que sai da punição, em liberdade. Assim é tanto o CD quanto o show. Livre.

Logo após “Tlank” o show começa com todos da banda tocando “Sobre as flores (ou O Barão nas Árvores)”. Um começo energético e uma letra que também fala de uma desvinculação. “(…)gritou no jantar: não quero nada”. A percussão alucinante e Clayton Barros no violão abusando de efeitos fazem o clima para as histórias que são contadas. Lirinha não só se mostra um ótimo letrista (ou seria poeta?) e cantor, como também um personagem a parte do espetáculo, remetendo ao começo da banda, que iniciou os trabalhos em 1997 como um grupo teatral.

O Cordel tocou boa parte das músicas do novo CD e a receptividade do público foi ótima. As pessoas pularam nas canções do último CD tanto quanto nas músicas dos outros dois álbuns (Cordel do Fogo Encantado e O palhaço do circo sem futuro, ambos 2002). Um dos pontos altos do show foi a música “Louco de Deus”, quando Lirinha “dialogou” com uma latinha contendo fogo. Olhava para o fogo, brincando com ele e dizendo para ele a letra. Quanto não cantava, jogava a lata para cima, como um louco. “(…)Eu sou um servo dos loucos de Deus/No fundo dos olhos/Na alma do corpo/No fogo/Fogo”.

Louco de Deus

A música que dá nome ao ultimo álbum também teve para mim uma lembrança a parte. Foi a primeira vez que vi “Transfiguração” sendo executada ao vivo e a energia que se sente nessa música é muito intensa. Uma das músicas mais bem produzidas do CD. A interação entre a letra, a percussão e a forma de cantar de Lirinha é perfeita. A banda está a altura da qualidade lírica de Lirinha.

Algo que sempre me chama atenção é o transe em que Lirinha se encontra quando esta no show. Como um momento único, ele curte cada segundo de sua estadia no palco. Rege a banda, como em “Morte e vida Stanley”. Rege o público como em “Pedrinha” e “Ai se sesse” (uma puta obra de Zé da Luz). Em “Chover”, Lirinha, longe do microfone, continua falando, rezando, pedindo chuva a Deus. Não foi a toa que nesta terça-feira choveu aqui em Campinas. Sua prece foi atendida.

Ao explicar a letra de “Ela disse assim (ou A teus pés), Lirinha conta a história por trás da letra. Uma menina que se joga de um prédio. Além da explicação a performance de Lirinha nessa música dá o tom teatral único e inesquecível.

Enfim, acho melhor não falar de cada música, pois cada uma tem sua intensidade única. Eu sempre sugiro a todos que assistam a um show do Cordel. Para mim um show deles por ano, no mínimo, é obrigatório. Depois da apresentação você se sente leve, tranqüilo, com a alma lavada e reestruturado para seguir a vida.

Obs.: O Cordel também está no myspace! E daqui a poco eles seguem para Portugal única apresentação por lá! Isso sim é coisa pra levar pra fora!!!

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