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Archive for março \30\UTC 2010

Não sabíamos se ia chover ou não. Um leve nublado ofuscava o crepúsculo, tornando o final da tarde uma noite repentina. O local, que fora uma tradicional estação de trem, agora foi tombado pela prefeitura e é concedido para exposições e eventos culturais. Para esta ocasião, diversas barracas, cada uma intitulada com um nome de bar, vendia apenas sua especialidade em tira-gosto. A cerveja se concentrava em outros balcões, devidamente decorados e de fácil acesso – apenas o preço da latinha (R$4) não era assim tão acessível.

O evento, Comida di Buteco, foi uma competição que durou a semana toda, divulgando os bares tradicionais de Campinas para, neste sábado, premiar o melhor tira-gosto e outras categorias. Como “saideira”, um show do sambista Paulinho da Viola.

A apresentação durou quase duas horas e me surpreendeu por aquilo que eu já sabia: a comprovação invejável da serenidade do compositor carioca. Com uma voz sutil, um sorriso permanente que se tornava onipresente entre todo o público, Paulinho da Viola apresentou desde canções mais famosas até sambas que, segundo o próprio cantor no prefácio dessas músicas, eram raros e desconhecidos.

Este foi um dos sambas citados por Paulinho. Segundo ele, foi uma letra que Arnaldo Antunes fez junto com Marisa Monte em cima de uma melodia que Paulinho achou guardada nem um cassete antigo.

Sinceramente? Não guardei os nomes de todas as canções e nem irei atrás do repertório deste show. Apenas a presença do Paulinho, com essa alegria contagiante, mas sem ser enérgica (e não há pejorativos nessa frase), já foi o suficiente.

Ao final do show, pensei em ir ao show-tributo para Howlin’ Wolf, mas após 8 horas de trabalho e mais umas 5 horas no evento “botequístico”, concluí que meu dia terminara.

No domingo, acordei com senões por conta do cansaço, mas logo me aprontei para me dirigir até o nostálgico CCC (Centro de Convivência de Campinas) e assistir a nova programação da OSMC (Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas).

A programação deste fim-de-semana abriu com uma fanfarra de Paul Dukas, que precede o início do balé “La Péri”. Após reger esta peça apenas com metais, o maestro Karl Martin, em companhia de toda a orquestra, apresentou a “Serenata para cordas Op. 48 em Dó”, de Tchaikovsky. A obra me pareceu muito bem executada, mas não me convenceu de sua abordagem passional. De qualquer forma, foi meu primeiro contato com ela e essa desconfiança talvez se explique pelo ineditismo.

Após o intervalo, “Quadros de uma Exposição”, do russo Modest Mussorgsky. Uma peça de 1874 com uma temática genial: idealizar, através dos sons, uma visita a uma exposição de pintura. Os quadros escolhidos por Mussorgsky para fazer a “trilha-sonora” são de autoria do pintor Viktor Hartman. A peça foi composta apenas para piano, mas sofreu várias transcrições para orquestra. A mais famosa foi de Maurice Ravel, em 1922.

Alguns quadros que basearam o itinerário do compositor

Apesar do intuito descritivo, Mussorgsky ousou ao incluir novas imagens nos quadros já existentes. É o caso do movimento “Tuileries (Disputa de crianças após um jogo)”, baseado num quadro de Hartman onde o jardim está vazio, sendo as crianças uma criação do compositor. A obra é relativamente esquisita, com algumas quebras estranhas e uma variação sobre um tema às vezes evocado (nos movimentos “Promenade” – “Passeio”).

Para finalizar este long post (se é que ainda tem gente lendo até aqui…), tenho duas indicações para fazer:

– Há um documentário sobre o Paulinho, “Meu Tempo é Hoje”, que traz justamente uma abordagem poética dessa serenidade do compositor e sua relação com o tempo, além de traçar seu caminho no samba através da velha-guarda da Portela.

– Sugiro a todos uma visita, mesmo que esporádica, aos concertos sinfônicos. Aqui em Campinas existe a OSMC, em São Paulo provavelmente além da OSESP existem várias outras opções. De qualquer forma, a sensação de ouvir uma orquestra ao vivo é realmente muito interessante, seja com o intuito que for. Às vezes fico vigiando aqueles que pouco aparecem (como é comum no caso dos percussionistas) ou os olhares rápidos dos músicos para o regente. O importante é a experiência de presenciar uma sinfônica.

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Uma pequena lista de coisas que conheci recentemente – seja por ser novo, seja por ser “descoberto”:

Abandoned Love
Uma música deixada de lado na época do disco “Desire” (1976). Ele chegou a gravá-la no estúdio com a banda da época (que contava apenas com bateria, baixo, ele no violão e Scarlet Rivera no violino) e esse registro seria lançado na coletânea “Biograph” (1985).
Mas não é essa versão de estúdio que mais surpreende. Nesse período, voltou a andar no bairro Greenwich Village – que fora reduto dos beatniks e folks, mas nessa fase abrigava músicos punks e new wave.
Em um bar desta região, o Bitter End, Dylan foi assistir uma apresentação de seu contemporâneo Ramblin’ Jack Elliot. Ao ser chamado para fazer uma participação no show, Dylan pegou o violão e começou a tocar sozinho essa música, então desconhecida.

(…)
I march in the parade of liberty
But as long as I love you I’m not free.
How long must I suffer such abuse
Won’t you let me see you smile before I cut you loose?
(…)

Idiot Wind
Eu já conhecia essa música, lançada no histórico “Blood On The Tracks” (1975). Mas, lendo a biografia de Clinton Heylin sobre Dylan, tive conhecimento do contexto, o que me fez prestar mais atenção na letra e na interpretação dele. No álbum, é perceptível a mudança de entonação na voz dele, que vai se tornando cada vez mais intensa, chegando a ficar quase em êxtase (um êxtase paranóico, eu diria).
A versão ao vivo, para o álbum “Hard Rain” (1976) também traz uma certa mudança ao longo da música. A letra merece uma dupla atenção!

(…)
Idiot wind, blowing through the flowers on your tomb,
Blowing through the curtains in your room.
Idiot wind, blowing every time you move your teeth,
You’re an idiot, babe.
It’s a wonder that you still can even breathe.
(…)
It was gravity which pulled us down and destiny which broke us apart
You tamed the lion in my cage but it wasn’t enough to change my heart.
Now everything’s a little upside down, as a matter of fact the wheels have stopped,
What’s good is bad, what’s bad is good, you’ll find out when you reach the top
You’re on the bottom.
(…)

Shelter From the Storm
Esta música, também do álbum “Blood On The Tracks”, me voltou a chamar atenção por causa do retorno da turnê do Bob Dylan. Os shows acontecem no Japão, durante o mês de março, onde Dylan tocará 14 shows 19 dias.
Nos primeiros shows do ano, em Osaka, Dylan mostrou uma releitura inédita dessa canção. Ele mudou completamente os arranjos e o clima que a música passa.

(…)
And if I pass this way again, you can rest assured
I’ll always do my best for her, on that I give my word
In a world of steel-eyed death, and men who are fighting to be warm.
“Come in,” she said, “I’ll give you shelter from the storm.”
(…)
In a little hilltop village, they gambled for my clothes
I bargained for salvation an’ they gave me a lethal dose.
I offered up my innocence and got repaid with scorn.
“Come in,” she said, “I’ll give you shelter from the storm.”
(…)

Must be Santa
É inacreditável ouvir Bob Dylan entoando canções natalinas. E não é só pela temática das musicas, mas por suas melodias alegres. Não é sempre que ouvimos Dylan na versão feliz, infantil e “inocente”! Já escrevi sobre “Christmas In The Heart” (2009) aqui.
E o quê dizer do clipe? A dança e a peruca são simplesmente surreais!

(…)
Who’s got a big red cherry nose
[Santa’s got a big red cherry nose]
Who laughs this way ‘Ho, Ho, Ho!’
[Santa laughs this way ‘Ho, Ho, Ho!’]
(…)

Forgetful Heart
Sim, Bob Dylan está perdendo a voz. É perceptível como a cada álbum que passa, a voz dele fica cada vez mais rouca, suja e escassa. Mas é assim que alguns sentimentos devem soar.
Em “Forgetful Heart” – do último álbum de inéditas, “Together Through Life” (2009) – Dylan utiliza dessas características para cantar uma música densa, melancólica e com uma guitarra angustiante (na versão em estúdio, mas não a achei no youtube).

(…)
Forgetful heart,
like a walking shadow in my brain.
All night long
I lay awake and listen to the sound of pain.
The door has closed forever more,
if indeed there ever was a door.

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Mãos Azuis

Meu grande amigo Fabio Bonillo, junto de mais duas colegas (Lana Torres e Maíra Marques), fizeram como TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) o livro “Mãos Azuis”, sobre a cidade Toritama, referência na produção de jeans no Brasil.
O livro, com o sub-título “uma fábula fotográfica sobre Toritama, a capital do jeans” talvez tenha sido o melhor TCC que eu já testemunhei. Além de fotos muito boas, a obra intercala as imagens com desenhos em quadrinhos e relatos dos bastidores da criação do próprio registro. Uma utilização pouco usual da metalinguagem nos trabalhos acadêmicos.
Como o Fábio é todo envolvido em tecnologia e afins, licenciou o trabalho no Creative Commons, além de disponibilizar integralmente o livro através do Scribd.
Recentemente o grupo ganhou o 1º lugar do prêmio Bosch de Comunicação 2009. Com o dinheiro da premiação, eles farão  algumas cópias para envia-las  a Toritama.

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Parte 1

Parte 2

+ sobre Larica Total

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Zenph Studios

É coisa de tecnologia. Coisa de gente doida. Muito doida. Mas a idéia é genial! Tentarei explicar, mas antes, um pequeno glossário:

– Midi – (Musical Instrument Digital Interface)É uma tecnologia padronizada para converter sons em informação digital. No arquivo midi, temos o controle da nota musical, do volume e do tempo que ela soará. Se após uma gravação em midi, quisermos alterar ou corrigir uma nota, seu volume e duração, podemos! Abaixo, um video que mostra como é “escrita” a música midi.

– A empresa Yamaha – que começou sua carreira como fábrica de instrumentos musicais. Veja o logo, são três diapasões! – produziu uma série de pianos acústicos e instalou nas teclas um controle midi. Isso faz com que o piano possa ser “tocado” tanto por uma pessoa, quanto por um computador.

Eis que John Walker (Sim, o nome dele É esse!) teve a idéia do Zenph Studios. O primeiro lançamento deste projeto foi o álbum “Goldberg Variations”, do pianista erudito canadense Glenn Gould. Sobre o pianista:

Glenn Gould é um dos pianistas mais polêmicos da música erudita. Ele cantava enquanto tocava, tocava de pernas cruzadas, fazia caras e bocas e só tocava com a cadeira que seu pai fez para ele (que o deixava curvado diante do piano, já que a cadeira era mais baixa que os bancos tradicionais). Vejam um exemplo:

Outro ponto importante de Gould era sua interpretação única. Seu disco de estréia, com as “Goldberg Variations”, de Bach, foi gravado em 1955. Esta foi a única obra que recebeu uma segunda gravação do pianista, em 1981, mas com uma interpretação bem diferente. O registro de 1955 foi alguns anos antes da invenção da mixagem em estéreo (as caixas direita e esquerda do seu som. Antes as duas tocavam a mesma coisa) e, portanto, esta gravação não tem a qualidade sonora tão boa quanto a gravação de 1981.

Voltando ao album da Zenph Studios: John Walker viu a possibilidade de passar para um midi de alta resolução todos os “movimentos” de Glenn Gould na sua interpretação de 1955, conseguindo converter cada nota soada (e suada – RÁ) em uma linguagem midi complexa e não tão simples como a do video acima.

Feito isso, Walker conseguiu que a interpretação de Glenn Gould dos anos 50 tivesse uma qualidade de gravação similar à usada nas gravações de hoje.

O dono da Zenph apresentou seu projeto no TED (Technology, Entertainment e Design). Para quem entende inglês, talvez uma explicação bem melhor que a minha. E mesmo para quem NÃO entende inglês, ver o piano tocar sozinho é inacreditável.

No filme de Michael Lawrence, sobre Bach, ele cita Gould e o projeto da Zenph.

Não contente, John Walker pegou um microfone da Neumann chamado Dummy Head, que tem a mesma percepção dos ouvidos humanos, o posicionou em frente ao piano e gravou. Isso faz com que o quê ouvimos nessa versão da gravação seja, teoricamente, exatamente aquilo que Glenn Gould estava ouvindo no momento que executava a obra.

PS.: Peço mil desculpas pela confusão! Quis apenas compartilhar o piano tocando sozinho, mas achei que talvez precisasse de um comentário e explicação!!!

***

Para quem se interessou pelo Glenn Gould, tem uma biografia muito boa dele, que explica seus métodos de estudo, seus vícios hipocondríavos e boa parte de sua excentricidade.

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Sempre tive uma certa desconfiança com virtuosismos. Acho invejável aquele controle completo da técnica, aquele poder de se poder fazer tudo o que quiser fazer no instrumento. Contudo, às vezes sinto que esse excesso de poder acaba por poluir a mente do intérprete, limitando-o a apenas se vangloriar pela sua técnica e não pela sua interpretação.

Frederic Chopin é um compositor que teve como instrumento básico o piano. Compôs várias obras que demandavam do pianista uma técnica cirúrgica na execução. Algumas dessas obras eram estudos para piano, que pretendiam ampliar os horizontes do instrumento (o piano, quando nasceu, era considerado um instrumento de percussão, pois não se tocavam as cordas e sim se “batia” nas teclas).

Veja um desses estudos:

Estudo Op. 10, nº2 – com Mitsuko Uchida

Será que deu pra entender meu ponto-de-vista? Sou só eu que ouço apenas um monte de notas jogadas com a finalidade de mostrar a quantidade de notas jogadas são emitidas. (?!?)

Existem, porém, algumas obras que conseguem ser tecnicamente difíceis, mas sem que esse virtuosismo atrapalhe o valor musical (deixando de ser uma verborragia musical).

Veja um exemplo do que eu tento dizer:

Goldberg Variations, nº5 – com Glenn Gould

As duas obras são difíceis. Sei que as variações de Goldberg tem uma abordagem “virtuose” muito mais nas possibilidades melódicas do que na dificuldade de um estudo. De qualquer forma, não gosto de virtuosismo exagerado e desnecessário. Pronto, falei.

Espero que eu não seja interpretado como um anti-Chopin, um anti-técnica ou um virtuose frustrado. Cito Borges para me fazer mais claro:

“Desvario laborioso e empobrecedor o de compor vastos livros; o de explanar em quinhentas páginas uma idéia cuja exposição oral cabe em poucos minutos. Melhor procedimento é simular que estes livros já existem e apresentar um resumo, um comentário.”

Sacaram?

Voltemos a Chopin! 2010 é ano do aniversário de 200 anos do nascimento do compositor. Para tal, o mercado fonográfico lançará vários produtos para serem consumidos homenagear Chopin. Entre os álbuns aguardados, está nosso representante na música erudita, Nelson Freire, com sua interpretação dos Noturnos.

Tenho um vinil dos Noturnos (aliás, um nome genial para a série) interpretados por Arthur Rubinstein. Essa obra é um ótimo exemplo de como Chopin consegue ser um gênio na melodia e, nesse caso, utilizar da técnica para se fazer música e não exercícios.

Nocturnes Op. 27, nº2 – com Arthur Rubinstein

A data de lançamento do álbum do Nelson Freire é para a próxima semana, 9 de março, pela gravadora Decca. É aguardar para degustar.

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Pode parecer um jabá, mas prometo que isso é mais um conselho do que qualquer outra coisa! A Trama costuma lançar alguns CDs de artistas gringos com um preço que é impossível não comprar, mesmo no atual contexto de “aaah, nem vou comprar porque dá pra baixar tudo pela internet, ôw!” (Gostaram do resumo da crise na industria fonográfica? Escrevi também um post sobre a influência do vinil para remediar esta baixa).

Voltando ao assunto: o valor dos CDs é de R$8,00. Isso mesmo! Oito real! Já comprei alguns e disponibilizo aqui um humilde Top 5 (sem ordem hierárquica, ok?):

Medeski, Martin and Wood – Shack-Man
Já conhecia outros trabalhos desse trio canadense, principalmente em conjunto com o guitarrista John Scofield (ainda hei de escrever sobre ele!). A música “Bubblehouse” já vale o CD inteiro, mas as outras músicas são tão fodas quanto!

Infelizmente este CD está esgotado.

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Kelly Joe Phelps – Shine Eye Mister Zen
Toca uma guitarra slide fudida e tem uma voz que lembra Jack Johnson. Contudo, vejo-o com muito mais qualidade, menos praiêro, menos “pop” e mais roots. Deu pra entender?

Além de slide ele faz uns dedilhados bem harmônicos

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MC5 – Babes In Arms
O MC5 (Motor City Five) é uma banda de Detroit que tem seu lugar cativo na história do rock, principalmente no punk. Eles começaram no final dos anos 60, mas não pense que eles soavam como uma banda dessa década.

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Jenny Lewis with the Watson Twins – Rabbit Fur Coat
Quando ouvi a primeira faixa, gostei um pouco do coralzinho cantando “Run Devil Run”. Mas quando eu ouvi a segunda, nos primeiros segundos de “The Big Guns” já sabia que iria levar o CD. Folk do bom! Tem até cover de “Hand With Care”, do Travelling Wilburys.

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The Gentle Waves – The Green Fields of Foreverland
Trata-se de um projeto de Isobel Campbell, ex-Belle & Sebastian. Um sonzinho alegre, bonitinho e que tem seu momento. Nem sempre, mas tem. Como diria Bertolt Brecht:

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A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.

That’s all, folks!

***

Update!

E olha a situação: Quando pensei nesse post, estava lendo uma matéria da Mojo que comprei de Junho de 2009 (elas chegam no Brasil por R$ 60, mas às vezes acho por R$15! E vem com CD!) sobre o violinista e cantor Andrew Bird. E na hora de escrever o post, simplesmente passei reto dos CDs dele, que também estão a venda por R$8!

Andrew Bird – Oh! The Grandeur
Com seu grupo Bowl Of Fire, o multi-instrumentista Andrew Bird faz um álbum que flerta com a sonoridade do jazz ragtime de New Orleans do começo do século XX e outras influências – como o tango e uma pitada de violinos ciganos. Um CD que vale cada centavo pago… mesmo se custasse o triplo! Outro CD dele, The Swimming Hour, também está a venda pelo mísero precinho, mas não é TÃO bom quanto este.

Não achei nenhum video ligado ao “Oh! The Grandeur”, mas disponibilizo uns trechos de música:

Candy Shop

Vidalia

Respiration

Agora sim… Chega por hoje!

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